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As trotinetas eléctricas e o risco cardiovascular

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19.09.2026

É desafiante, no mínimo, reflectir sobre temas aparentemente desligados e, no meio da leitura que deles fazemos, descobrir afinal coisas em comum. Acontece com a vida e acontece com as trotinetas, esses artefactos deslizantes que invadiram o nosso quotidiano, sobretudo urbano, superiormente abençoados em nome — não certamente do Pai — da igualmente sacrossanta mobilidade, inestimável mais-valia das cidades do futuro.

Desconhecedor de números oficiais, socorri-me do inefável ChatGPT e de ferramentas aparentadas e parece que, em Lisboa, existem cerca de 6000 trotinetas eléctricas partilhadas, a que se juntam mais alguns milhares de veículos pessoais, totalizando talvez cerca de 10 000 unidades. São giras, silenciosas, têm piada de conduzir, consomem pouca electricidade e até parece que têm campainha e travão. Muito apropriadas, portanto, para dar uma voltinha num parque com pistas seguras para a sua utilização.

Em contexto urbano, porém, o que se vê é o generalizado incumprimento das regras de trânsito, circulando ora como veículos motorizados, ora como peões; ora nas ruas e estradas, ora nos passeios públicos e nas........

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