Jesus ou Cristiano? Escolho vem aí o diabo
Antes de mais, e porque anteontem foi 5 de outubro, viva a República! Ou será “viva, a República?” Ao nosso excelentíssimo Presidente da dita pode não se vislumbrar mais nenhuma virtude além da de demonstrar, através da sua “acção”, como uma simples vírgula pode mudar todo o sentido de uma frase. Mas, isso, ninguém lhe tira.
Vem isto a propósito de mais um inspirador discurso de António José Seguro, do qual se destacou o premente apelo a uma “nova cultura política”, a inaudita crítica ao eterno “voltar ao início” a cada mudança de legislatura, e o elogio ao entendimento AD/PS para o Orçamento do Estado. Ou seja, Seguro apela a uma nova cultura política e critica o eterno voltar ao início, enquanto elogia o tipo de entendimento AD/PS que cristaliza uma caquética cultura política e nos condena a um eterno nunca sair do mesmo sítio.
Para Seguro, a alternância democrática é mesmo óptima, desde que respeite duas condiçõezinhas de nada: a primeira é que a alternância seja, idealmente, entre PSD e PS; a segunda é que, seja a alternância entre quem for, é fundamental, não a apresentação de propostas políticas distintas, não a concorrência entre ideias, mas o consenso. Com sonsos destes em Belém,........
