Domingo: Votar certo ou Pensar livremente
No próximo Domingo os eleitores vão ser confrontados com cinco opções para exercício do seu dever e direito de cidadania: voto em Ventura, em Seguro, em branco, nulo ou abstenção.
No passado escrevi um texto onde lembrava que Democracia e Liberdade não são sinónimos e procurava explicar que a abstenção pode ser interpretada não só como um sinal de maturidade social, mas até como um sinal de esperança e liberdade.
Hoje, no contexto da proximidade de eleições presidenciais e recorrentes alertas públicos sobre uma suposta ameaça à democracia liberal que pairaria no ar, importa referir que pretender obrigar moralmente o cidadão a escolher entre “o mal menor” é algo subversivo e até patológico que não promove a dignidade das pessoas nem a sua autonomia enquanto agentes responsáveis.
Convém, desde logo, não esquecer que há dez milhões de razões diferentes para cada português decidir o que fazer no dia das eleições. Não votar em nenhum dos dois candidatos é, por princípio, uma escolha perfeitamente respeitável, se nenhuma das alternativas satisfaz minimamente o critério individual de cada eleitor.
Ao contrário do que sugerem certas elites urbano-privilegiadas que se proclamam guardiãs da........
