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Será que estamos a matar os sonhos das jovens founders?

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tuesday

“Quantos anos tens?” Esta é a pergunta que me fazem constantemente, seja num evento, numa reunião ou noutros ambientes de negócios. Curioso, pois nunca me perguntam quantos anos de experiência tenho, quantas decisões difíceis já tomei, quantos problemas já resolvi sozinha, quanta receita já gerei, para mim ou para outros. Perguntam a idade, como se esse número, sozinho, substituísse currículo, resultados e capacidade.

Esta pergunta é sempre seguida de comentários como “És muito impressionante para a tua idade”, “Há quanto tempo trabalhas afinal?”, “Quem é que te está a aconselhar?”. Ou outros, bem menos subtis.

E quando misturamos idade com género, a questão torna-se ainda mais complexa. Conheço mulheres a quem já disseram que o mercado de um produto pensado para mulheres “não era suficientemente grande”, mesmo depois de lhes mostrarem um mercado global avaliado em mais de 4,5 mil milhões de dólares. Conheço outras a quem bastou a nacionalidade para lhes fecharem portas antes da primeira reunião. E uma das minhas cofundadoras foi questionada, mais........

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