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Inovação na economia da longevidade: uma lista de desejos

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27.02.2026

A inovação na economia da longevidade está em ascensão. Novas plataformas, aplicações, diagnósticos, portais, dispositivos vestíveis, painéis de controlo, alertas baseados em inteligência artificial. Visto de fora, parece tranquilizador: os cuidados de saúde estão finalmente a tornar-se “modernos”, “digitais” e “baseados em dados”.

Por dentro, na perspetiva de alguém que acompanha um parente idoso com perda progressiva de funções, físicas ou cognitivas, a situação é bem diferente.

O que tenho observado não é uma falta de inovação, mas uma profunda incompatibilidade entre o que está a ser construído e o que é realmente necessário quando a cognição declina, a autonomia torna-se frágil e a responsabilidade muda silenciosamente do indivíduo para a família.

Neste artigo, exteriorizo uma lista de desejos que não nasceu apenas da teoria ou das questões que encontro na minha pesquisa sobre estratégia e inovação no espaço da longevidade, mas das lacunas que enfrento na experiência vivida nos últimos meses.

O paradoxo da fragmentação digital

Os prestadores de cuidados de saúde dependem cada vez mais de ferramentas digitais: portais de hospitais, plataformas de diagnóstico, aplicações de prescrição, sistemas de marcação de consultas, interfaces de seguradoras. Cada uma delas pode ser bem concebida isoladamente. Juntas, formam uma verdadeira corrida de obstáculos.

Para um adulto médio, navegar neste ecossistema já requer tempo e confiança digital. Para uma pessoa mais idosa, a caminho da perda de memória, é simplesmente impossível.

O paradoxo é impressionante: a........

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