Pedro Sanchéz e a profundidade da corrupção
O PSOE e o PS gostam de se apresentar de duas maneiras: primeiro, como fundadores da democracia nos respectivos países; segundo, como seus principais guardiões. A primeira asserção é um facto; a segunda nem sempre, como agora lembraram a acusação em Espanha contra José Luiz Zapatero, o antigo líder do PSOE, e a operação policial sobre o Partido Socialista em Lisboa. Ambos os casos atestam a facilidade com que indivíduos e cliques parecem ser capazes de transformar grandes partidos políticos tradicionais em veículos de abuso criminal do poder. Guardiões da democracia? Mas quem guarda a democracia contra os seus guardiões?
Dirão: acontece, há sempre uma maçã podre que consegue insinuar-se no cesto, etc. Desculpem, mas não é argumento. Estamos a falar de partidos grandes, onde toda a gente, porque essa é a natureza da política, compete com toda a gente e todos se vigiam uns aos outros. Ninguém, num partido........
