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O grande e previsível fiasco do “centrismo”

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30.10.2026

Em França, como em Portugal, as manifestações, os vandalismos e os confrontos das últimas semanas não são apenas a prova de vida de uma extrema-esquerda que, como sempre, procura na rua a força que lhe falta nas urnas. São também a certidão de óbito de uma política que as oligarquias europeias acreditaram ser infalível: a do “centrismo”, de que Emmanuel Macron foi, desde 2017, o poster boy.

No power point, tudo deve ter parecido tão certo, que a ninguém na sala terá ocorrido que alguma coisa pudesse correr mal. Era muito simples: entre a esquerda e a direita, formar, com a gente sensata de ambos os lados, um “centro”, perante o qual todas as alternativas estariam destinadas a parecer “extremistas”. Esse centro prometeria continuidade, mas com mudanças, e renovação, mas com limites. O seu princípio proclamado seria a “estabilidade”. O seu segredo seria a distribuição de benesses pelo Estado.........

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