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O mito desfeito da invisibilidade do F-35

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22.03.2026

Nos dias de hoje existe uma tentação recorrente – algo de infantil – de acreditar que a tecnologia resolve tudo. Que basta gastar mais, investir mais, sofisticar mais e o problema desaparece. O F-35 é talvez o exemplo máximo dessa ilusão moderna: trinta anos, mais de 400 mil milhões de dólares só em desenvolvimento e aquisição, e a promessa quase religiosa de invisibilidade total. Um avião que ninguém veria, ninguém detectaria, ninguém atingiria. Mas depois temos a realidade.

No dia 19 de março de 2026, sobre o espaço aéreo iraniano, um sistema IRST – infravermelhos, nada de ficção científica – detectou e marcou como alvo um F-35A da USAF. Não por genialidade extrema dos engenheiros iranianos, mas porque há um limite físico que não se contorna: calor. Um motor potente gera calor. Um avião que voa durante horas aquece toda a sua estrutura. E, ao contrário do radar, o infravermelho não quer saber de ângulos, materiais absorventes ou geometrias “stealth”. Quer é contraste térmico. E isso o F-35 tem inevitavelmente, e de forma muito intensa se falamos de um aparelho que tem de voar horas antes de chegar a uma distância em que pode lançar a sua........

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