O humanismo não tem dono
Fui percebendo que uma entrevista com o Wagner Moura, actor brasileiro, tornou-se viral junto de amigos e conhecidos de esquerda, sendo fã dele e curioso com o ângulo que estava a ser partilhado, fui ver e ouvir com atenção. E reparei que tornou-se viral, partilhada quase como um troféu, quando foi nessa mesma entrevista que o Wagner chamou “fascismo de esquerda” a uma parte da própria esquerda.
Vale a pena parar aqui. O mundo da cultura inclinar-se para a esquerda não é novidade, é quase endémico. Por isso o que tornou esta conversa interessante não foi ele afirmar-se de esquerda. Foi tudo o resto.
O Wagner defende justiça social e, ao mesmo tempo, aceita a pergunta que costuma vir da direita: quem é que paga? Reconhece........
