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Todos, todos, todos

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17.08.2026

1. A expressão “todos, todos, todos” foi proferida pelo Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude para sublinhar a natureza universal e acolhedora da igreja, aberta a qualquer pessoa, sem exceção. Mas “todos, todos, todos”, por mais que, por vezes, nos possa dar jeito, não equivale a “tudo, tudo, tudo”. Ou seja, o acolhimento e a abertura que caracteriza a natureza da igreja não anula a doutrina moral, os mandamentos ou as exigências do Evangelho. “Todos, todos, todos”! O uso recorrente a este tipo de expressões incompletas, inacabadas… presta-se a várias confusões e ambiguidades. Obviamente que todos são chamados e acolhidos na igreja; ela é, por definição, universal; ela é católica; “católico”, quer precisamente dizer isso; é essa a sua missão. Mas depois, é preciso ir mais além, é preciso completar a frase. “Todos, todos, todos” são chamados e acolhidos à igreja, mas para a sua Conversão e Santificação.

2. Deus é amor; Deus não julga; Deus acolhe todos. Soa bondoso, soa inclusivo, não deixa ninguém de fora. Mas há uma omissão grave, ao não se mencionar que esse amor requer um esforço contínuo de mudança interior, de conversão; que esse acolhimento não valida o erro e o pecado. Dizia o velho Chesterton que “o mundo moderno está repleto........

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