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Portugueses: proprietários ou investidores?

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24.10.2026

Há um número nos dados mais recentes do Banco de Portugal que devia fazer pensar qualquer proprietário. Nas famílias com riqueza abaixo da mediana, os imóveis representam cerca de 74% dos ativos. Nos 10% mais ricos, que concentram 59% da riqueza líquida do país, esse peso cai para menos de 40%.

A leitura fácil seria concluir que quem tem mais património gosta menos de imobiliário. Seria errada. O que os números sugerem é outra coisa: quanto maior o património, mais cada imóvel tende a ser tratado como uma peça de uma estratégia, e menos como o destino final das poupanças.

Em Portugal, a casa é quase sempre o primeiro e muitas vezes o único grande ativo de uma família. Percebe-se porquê. É tangível, tem utilidade direta e, nos últimos anos, valorizou como poucos ativos. Mas valorizar não é o mesmo que render: uma mais-valia que não se realiza não paga despesas nem se diversifica. No segundo trimestre de 2026, os preços da........

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