O Pântano II: Ventura, Passos e Carneiro
1 “Não sei se alguém duvida que estamos num pântano.” Foi assim que iniciei artigo aqui no Observador e que agora desenvolvo. Perceber o pântano em que estamos, é condição necessária, mas não suficiente para sair dele. Portugal necessita de reformas a dois níveis. Ao nível da sua arquitetura institucional, máxime do sistema político, e ao nível das políticas setoriais (justiça, habitação, saúde, …). Qualquer governo minoritário (neste caso do PSD), sem acordos partidários escritos, sustentados em confiança mútua dos signatários, que lhe forneçam a maioria muito dificilmente fará alguma reforma. Temos e teremos nos próximos tempos apenas um governo de gestão. A dúvida para 2027 é se vai gerir com base num novo orçamento ou com os duodécimos do orçamento de 2026.
Os episódios em torno da lei laboral em que no último ano o Chega passou de apoio inicial à proposta do governo, para a rejeição em período de campanha eleitoral para as presidenciais, para um acordo com AD na quinta-feira passada ao final do dia, para à última da hora votar contra, confirma o carácter errático do Chega/Ventura. A insistência na antecipação da idade de reforma é completamente populista e irresponsável. Em que dados se baseia o Chega para fazer esta proposta? Em nenhuns porque não os tem. Mas os dados existem. Um dos mais relevantes,........
