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Do grande equívoco ao mito da redistribuição

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21.03.2026

A ciência política comparada mostra-nos um padrão claro: sociedades onde o poder político pode capturar riqueza tendem a redistribuir escassez, não a criar prosperidade.

“Do vasto aumento no bem-estar de centenas de milhões de pessoas ao longo dos 200 anos da Revolução Industrial, praticamente nada pode ser atribuído à redistribuição direta de recursos dos ricos para os pobres” (Heath, 2022).

Sim, esta frase pode ser, para muitos, no mínimo, desconfortável. E é precisamente por isso que deve ser levada muito a sério.

Durante décadas, o debate político nas democracias ocidentais foi construído sobre uma ideia moralmente intuitiva: a pobreza existe sobretudo porque a riqueza está mal distribuída. A conclusão implícita parece lógica, quase inevitável, mesmo. Se redistribuirmos mais, a pobreza diminuirá estruturalmente.

O problema é que a história económica real conta uma história bastante diferente e até surpreendente.

Crescimento, e não redistribuição: o padrão histórico dominante

A maior redução de pobreza extrema da história humana não coincidiu com grandes experiências redistributivas. Coincidiu com industrialização, aumento massivo de produtividade, inovação tecnológica e expansão de mercados.

Robert Lucas descreveu este fenómeno de........

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