Cirurgias: o caso onde 90% dos pagamentos são ilegais
Há quase um ano, quando a TVI/CNN noticiou que um dermatologista do Serviço Nacional de Saúde a exercer no Hospital de Santa Maria tinha levado para casa quase meio milhão de euros por cirurgias feitas em dez sábados de trabalho extra, pensávamos estar perante um caso excepcional.
Um médico, com um espírito empreendedor particularmente aguçado para maximizar os seus rendimentos, tinha violado as regras ou então, numa versão mais benevolente, tinha encontrado “buracos” num sistema mal desenhado e virou-os a seu favor.
A Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) entrou em campo, como era sua obrigação, e as primeiras conclusões já eram mais preocupantes: o caso do dermatologista Miguel Alpalhão era o mais chorudo, mas não era isolado. Outros dois dermatologistas do mesmo serviço tinham faturado mais de 200 mil euros em cirurgias extra em apenas dois anos. A prática não era rara. Mas seria legal? E qual a sua verdadeira extensão?
A IGAS continuou a........
