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O que é isso de “microlooting”?

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25.05.2026

O termo anda a circular no espaço anglo-americano desde que a editora de cultura do The New York Times, Nadja Spiegelman, convidou a jornalista Jia Tolentino e o comentador político Hasan Piker para conversar sobre uma tendência cada vez mais popular: realizar pequenos furtos como forma de protesto político. (Vale a pena conhecer este Hasan Piker, uma espécie de Joe Rogan da esquerda, aqui em conversa com Ross Douthat.)

A palavra “looting” tem uma origem contestada: com origem no hindi, teria servido para designar, no contexto do império britânico, o furto ou a pilhagem feita pelos nativos com o objetivo de a distinguir da “pilhagem” feita pelos ingleses – naturalmente, muito mais civilizada. O termo ter-se-ia depois normalizado em língua inglesa e passou a ser usado, no século XX, para circunstâncias específicas de pilhagem ou saque em contexto de manifestações ou protestos.

A destruição de bens fez sempre parte da história do protesto político (não foi isso que aconteceu com a Boston Tea Party?), mas a palavra “looting” é mais associada a situações como a dos motins de Londres, no verão de 2011, ou a dos protestos após a morte de George Floyd, no verão de 2020, com situações de “looting” que pareciam tudo menos desorganizadas.

O trabalho de Vicky Osterweil, ativista anarquista, publicado precisamente em 2020 mas ainda antes desses protestos, permite-nos compreender porquê. Em In Defense of Looting, encontramos um argumento típico da tradição anarquista e que tem tido uma enorme influência nas ações do movimento Antifa: uma resistência pacífica e legal é........

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