menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A estupidificação

17 0
18.09.2026

No ano passado, mostrei It’s a Wonderful Life a uma turma do 10.º ano. A certa altura, a diretora de turma chamou-me à parte e, com algum embaraço, recomendou-me que tivesse cuidado com os filmes que andava a mostrar. Ao que parece, uma mãe estava desagradada por ter sido exibido um filme em que havia uma tentativa de suicídio. A escola, argumentava a mãe, só devia dar bons exemplos. No fundo, trata-se de uma posição reconfortante: a evolução da espécie humana tem sido tão acelerada que um dos filmes favoritos do papa já pode ser catalogado como uma má influência.

O estimado leitor pode nunca ter visto o filme em questão. Mas o seu resumo faz-se rapidamente. George Bailey é um homem generoso que sempre sacrificou os seus sonhos para ajudar os outros. Na véspera de Natal, enfrenta graves problemas financeiros. Irrita-se com a família. Sai de casa, dirige-se a uma ponte e, quando está prestes a suicidar-se, Deus envia um anjo para o salvar. Mais tarde, formula um desejo: «Quem me dera nunca ter nascido.» O desejo é-lhe concedido e George descobre que muitos destinos dependeram de escolhas que, até........

© Observador