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Universidade Católica: quando a missão fica para depois – II

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10.07.2026

Escrevi há alguns meses um artigo com um título provocador: “Universidade Católica: quando a missão fica para depois.” Fá-lo por preocupação, não por ressentimento. Acreditava – e continuo a acreditar – que a Universidade Católica Portuguesa pode e deve ser uma referência académica e cultural. Mas quem gosta de uma instituição não lhe poupa as críticas quando vê que ela se afasta daquilo que a tornou diferente. Infelizmente, os acontecimentos dos últimos meses não me tranquilizam. Pelo contrário, reforçam a convicção de que a Escola das Artes está a perder, lentamente, uma parte essencial da sua identidade.

A saída da professora Carla Felizardo da coordenação do curso de Arte, Conservação e Restauro é mais do que uma mudança de funções. É um sinal de enorme peso. Falamos de uma das figuras mais respeitadas da Conservação e Restauro em Portugal, alguém que ajudou a consolidar um curso reconhecido pela qualidade científica, técnica e humana. Quando uma instituição perde referências desta dimensão, não basta dizer que haverá continuidade. É legítimo perguntar se continuará a existir um projeto capaz de atrair talento, formar profissionais de excelência e manter o prestígio que levou tantos alunos a escolher aquela escola.

Mas este episódio não surge isolado. Encaixa numa sucessão de decisões que apontam sempre na........

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