Todos imaginamos o futuro. Apenas alguns o constroem.
Como humanos imaginamos constantemente o futuro. Mas há uma armadilha perigosa escondida nesta obsessão: quanto mais tempo passamos a imaginar, mais tempo adiamos a ação. E é essa primeira ação, não a imaginação, que separa as organizações que lideram das que reagem.
Depois de décadas a acompanhar a transformação digital em centenas de organizações, públicas e privadas, concluímos claramente que: a maior parte não tem um problema de tecnologia. Tem um problema de gestão de poder. Os dados existem, a Inteligência Artificial (IA) existe e toda a tecnologia necessária também existe. O que falta é a coragem de deixar que decisões baseadas em dados redistribuam o poder que hoje está conferido por hábito, não por eficácia.
Revisitemos o clichê: dados não são o novo petróleo. O petróleo tem valor em bruto, à saída do poço. Os dados sem contexto de processo não têm valor, são apenas armazenamento dispendioso à espera de significado. Uma organização pode ter os data lakes mais sofisticados do mercado e continuar cega quanto ao que realmente importa: como é que aqueles dados se revestem de contexto e levam à decisão que precisa de ser tomada agora?
É aqui que a maioria das iniciativas de IA se tornam inúteis. Não porque os modelos falhem, mas porque são alimentados com dados preparados para o piloto, limpos, selecionados, controlados para brilhar diante........
