As lealdades da seita
Desde que começou o descalabro chamado Luís Neves foi sempre muito conveniente para o Governo deixar crescer o argumento que o PS invocava para não só não o criticar, mas para o defender e até elogiar. Segundo as luminárias do PS, Luís Neves era um dos últimos bravos e todas as críticas não passavam de uma cabala da “extrema-direita”. Evidentemente que almas tão puras educadas no mais heróico anti-fascismo não se dispunham a fazer “fretes” à “extrema-direita” e, em conformidade, lá se dedicavam a pôr Neves nos píncaros.
Vamos, por hoje, ignorar a falência moral do nosso tempo que, entre outros feitos, legitima negligenciar injustiças, esquecer corrupções, omitir incompetências e inverter crimes para não fazer “fretes” à “extrema-direita”. No deserto espiritual da Europa tardo-moderna é impossível não andar à deriva. Seja como for, toda a gente percebeu o que estava por detrás desse elogio – e nada tinha a ver com a “extrema-direita”. Luís Neves era um dos “deles”, como se tinha percebido hà muito, e como Neves não deixava de deixar claro........
