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Porque não vivemos em democracia (seja lá o que isso for…)

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sunday

Vivo numa aldeia a 50 km de Lisboa, para Norte, o que significa que vivo no campo.

Venho para aqui desde sempre, porque parte da minha família daqui é originária, e aqui estabeleci habitação há mais de quarenta anos, por amor ao sítio e aproveitamento de casas com trezentos anos, que de outra forma morriam.

Ao longo destes quarenta anos a população foi-se alterando. Vieram famílias, quadros técnicos, a instrução média subiu de nível.

O que não impede que a Administração Central entenda que, ao sair de Lisboa, está a lidar com brutos.

Assim resolveu querer instalar “nas nossas barbas”, a menos de 500 metros de povoação, uma central de biometano.

Para quem não saiba uma central de biometano transforma lixo orgânico em gás e resíduos, representando uma possibilidade de reciclagem. Até aí bem vai a carroça.

Mas quando se sabe que o processo de fabrico é malcheiroso e tem de receber de dezenas ou centenas de toneladas diárias de estrume, vísceras, carcaças de animais mortos, aí já a carroça tomba!

Sabendo que este processo poderia oferecer alguma contestação àqueles que iriam........

© Observador