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O nadador salvador de si mesmo

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22.01.2026

1 Luís Montenegro terá percebido?

Há uma perigosa questão política que circula no ar nacional do país mesmo que não esteja ainda ribombantemente em cena, embora seja de primeiríssimo alcance. Tudo – nos gabinetes políticos, nas bancadas parlamentares, na media, na rua, nos mentideros – parece gravitar à roda de dois candidatos presidenciais. É verdade. Mas há um terceiro actor de peso situado no meio deles a lutar para que lhe assegurem um protagonismo subitamente tremido, na novíssima peça que se estreia na noite do próximo 8 de Fevereiro. Falo obviamente de Luís Montenegro a tentar vir ao de cima da vaga para onde inexplicavelmente se atirou e não que ele não seja um grande profissional da política mas… tanto erro?

Além de que tudo o que ocorreu na AD era previsível – incrível, ah? – ou pelo menos altamente provável (e não se culpe Marques Mendes, ou apenas ele).

Onde quero chegar? A isto: a direita está em aberto e o PSD perdeu o pé.

Ou seja: Luís Montenegro vai conseguir ser o nadador salvador de si mesmo?

2 Friamente: se o mundo sabia que o candidato presidencial do PSD não fazia o pleno do seu partido, que iriam surgir anticorpos, debandarem quadros e fugir eleitorado, que embalou o próprio Luís Montenegro na fé da meta vitoriosa? Que reflectiu, com quem, acreditando politicamente em quê? Quando a direção do PSD se apercebeu que talvez houvesse um desastre (nunca porém desta dimensão, concedo), porque insistiu em insistir no (seu) erro de casting? Havia um compromisso de sangue entre líder e candidato? Eram siameses nalguma coisa?........

© Observador