A excelência portuguesa
1 Há uns tempos, ao ler uma reportagem numa revista estrangeira, tropecei em duas palavras ali impressas e de repente acudiu-me que talvez pudesse fazer alguma coisa com elas. E fiz. Era sobre a excelência humana, grande tema.
Fiz porque sempre olhei com atenção para os melhores. Porque é que eram melhores no que faziam, criavam, pensavam, inovavam, produziam? E como, e porquê, e onde?
2 Conheci uma notável colecção deles ao longo dos anos e de cada vez me absorvia a observar como eram de facto (muito) bons. De uma forma geral são mais invejados que apreciados – o mérito é entre nós vetado por um daqueles sinais iguais aos de “trânsito proibido” – e a “cunha”, com lugar cativo entre nós, é mais procurada que a excelência. Não importa, os excelentes, ao sê-lo, sobrepor-se-ão sempre de forma natural ao surto nacional da inveja activa, calando uma lamúria ressentida com nove séculos de idade.
Claro que os dons, já se sabe, se distribuem de forma........
