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Feminismo: solidão, pobreza e sobrecarga esmagadora

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22.02.2026

O feminismo, esse movimento político de esquerda profundamente enraizado no marxismo, sequestrou o Dia Internacional da Mulher, convertendo o 8 de Março num palanque barulhento de propaganda ideológica. Ali se repetem mentiras embaladas em vitimismo, se promove o aborto livre como supremo direito e se impõe a ideologia de género como verdade absoluta, destruindo a ordem natural entre homens e mulheres. Com o 8 de março de 2026 a aproximar-se — marcado por eventos como o Woman Summit em Cascais (6 a 8 de março), palestras em Almada e outros concelhos —, é imperativo arrancar a máscara a essas narrativas tóxicas que há décadas envenenam a sociedade.

O feminismo grita que as mulheres foram eternamente escravizadas e os homens opressores natos — uma fábula que recicla o ódio de classes marxista, agora travestido de guerra de sexos. Mas a história real desmente essa vitimização fabricada. Em Portugal, rainhas como D. Teresa no século XII governavam com mão firme, D. Filipa de Lencastre moldava dinastias, e na Idade Média mulheres geriam terras, heranças e processos judiciais, como prova a historiadora Maria Helena da Cruz Coelho. Rainhas como D. Maria I reinaram sem tutor masculino. Hoje, em 2026, as mulheres ocupam 34% dos lugares na Assembleia da República (77 deputadas nas legislativas de 2025). Avanços reais aconteceram sem precisar das quotas forçadas que o feminismo impõe como castigo ao mérito.

Outra mentira nauseabunda é que todas as grandes escritoras do passado eram feministas radicais prontas para a revolução. Pura apropriação ideológica! Florbela Espanca sangrava angústia pessoal na poesia, sem se curvar a bandeiras colectivas; Sophia de Mello........

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