Activismo travestido de Ciência - a Ordem dos Psicólogos
Ao fazer scroll no Instagram, deparei com uma publicação da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), assinada por Miguel Ricou, presidente do Conselho de Especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde. O texto é um exemplar perfeito da captura ideológica da psicologia portuguesa pelo transactivismo. Pretendo desconstruí-lo ponto por ponto, baseando-me em evidência científica e não em dogmas afirmativos.
1. A falácia central: “A identidade de género não é doença, mas o estigma que é gerado em torno dela pode provocá-la”
Esta frase constitui uma inversão retórica brilhante e perigosa. Ao afirmar que a «incongruência de género» não é uma patologia, mas que o «estigma» (ou seja, qualquer questionamento da afirmação imediata) é que causa o sofrimento, a OPP patologiza a realidade biológica e a dissidência científica. Transforma críticos em agressores e a dúvida clínica em violência.
Na prática, isto significa que o psicólogo fica impedido de realizar uma terapia exploratória profunda — aquela que, historicamente, resolvia entre 70% a 90% dos casos de disforia em crianças pré-púberes. O profissional é compelido a afirmar a identidade declarada, sob pena de ser acusado de promover o «estigma». É o modelo de affirmative care [cuidados afirmativos] puro, importado do protocolo holandês dos anos 90 e canonizado pela WPATH (World Professional Association for Transgender Health). O problema? Estes mesmos protocolos foram rejeitados por........
