Quem decide a cultura?
A propósito de mudanças nas direcções de um teatro e um museu em Lisboa, a esquerda agita-se nos jornais para espantar o “fascismo” e a “censura”. E agita-se na Assembleia Municipal, exigindo “transparência”, concursos públicos e a colecção completa de tralha oficial que nunca exigiu a si mesma. Nem aos seus governantes, durante décadas. Enquanto o poder executivo esteve do lado certo – e Deus sabe como se demorou por lá – houve cargos de confiança política, nomeações directas, escolhas legítimas e orientação cultural. O que mudou agora? Mudaram os métodos? Os instrumentos? A opacidade? Nada disso. Mudou a vontade dos eleitores. Esses imprevisíveis entregaram o governo à direita.
A quantidade de coisas que é preciso não saber para se tomar a sério esta........
