O tempo e a política
A tempestade Kristin atingiu Lisboa a partir do Atlântico Norte. No mesmo instante instalou-se a retórica “climática”. Tornou-se uma garantia de enredo previsível, quase um consolo – não fosse a gravidade dos danos. Como um realejo movido a fenómenos extremos, os canais noticiosos convidam políticos para comentar o tempo. A interpretação “climática” é invariável.
Na terça-feira, 3 de Março, a Assembleia Municipal de Lisboa parecia um gigantesco estúdio de televisão onde o Bloco de Esquerda pontificava. Com base numa moção inscrita na Ordem dos Trabalhos, o BE pretendia decretar a origem e a forma desta tempestade em linguagem........
