Empresa: Competitividade começa na eficiência administrativa
A relação das empresas com o Estado é há muito marcada por um paradoxo nem sempre fácil de explicar a quem gera riqueza para o país. As empresas veem constantemente ser-lhes exigida agilidade, inovação e capacidade de competir num mercado global, dimensões que não raras vezes ficam amarradas a processos administrativos fragmentados e redundantes. A reforma tecnológica do Estado, com empresas e cidadãos no centro da abordagem, exige uma profundidade assente em interoperabilidade de dados e simplificação de processos.
Não podemos olhar para a simplificação e digitalização dos serviços públicos como um fim em si mesmas. São antes instrumentos centrais de política pública, com uma relação intrínseca com a produtividade, a atratividade do país para o investimento e a capacidade das empresas, em especial as PME, se concentrarem em crescer, inovar e competir.
É neste contexto que a evolução dos serviços digitais do Estado deve ser entendida não como um projeto isolado, mas como a construção de uma infraestrutura digital comum, segura e centrada no utilizador. Torna-se, por isso, necessário falar da app gov.pt, que é hoje um bom exemplo de uma solução do Estado capaz de cumprir o seu desígnio inicial de simplificar a relação dos cidadãos com a Administração........
