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PISA 2025 ou o incómodo da avaliação comparada em educação

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17.09.2026

1 A esquerda e o receio das comparações

Após o 25 de Abril-e tal como seria previsível tendo em conta a herança do regime anterior- correntes ideológicas diversas mas geralmente próximas de partidos políticos mais à esquerda têm tido grande influência no nosso setor da Educação incluindo opções que muito se afastam dos ideários marxistas, designadamente na gosto em reduzir exigências, eliminar exames, etc tal como aconteceu entre nós entre 2015 e 2023. Com efeito, estas opções poderão relacionar-se com ideários anarquistas mas não com os princípios e práticas dos regimes que mais se aproximaram dos movimentos comunistas, tal como eu próprio testemunhei na Polónia de Jaruzelski na década de 80 quando participei em atividades como convidado da Universidade de Poznan: nem a tolerância do quarto de hora académico era aceite! Todavia, entre nós, tais correntes continuam a lutar pela ausência de exames e de comparações de resultados educativos com argumentos variados, designadamente que tais comparações prejudicam os mais desfavorecidos e que geram processos escolares  apenas orientados para obter boa nota nos exames.

2 O Education at Glance, o PISA e o incómodo das comparações

Em 1990, era o autor Diretor Geral do Planeamento Educativo e Vice-Presidente do Comité de Educação da OCDE, quando se assumiu consciência da urgência de desenvolver análises objetivas que premitissem estabelecer comparações credíveis entre sistemas educativos dos Estados membros e dos resultados obtidos tendo assim nascido em 1992 o primeiro relatório do Education at Glance o qual haveria de evoluir para o projeto PISA a partir de 2000. Tal como seria previsível, nos nossos meios educativos surgiu forte oposição à participação de Portugal mas, felizmente, a minha proposta vingou e Portugal passou a participar desde o início. Aliás, movimentos semelhantes oposeram-se à divulgação de rankings no........

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