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O fim do fim da História

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05.03.2026

Quando Fukuyama escreveu o “fim da história”, a guerra fria terminara, o comunismo soviético colapsara, o fascismo era uma memória derrotada, e a democracia parecia ter esvaziado quaisquer alternativas à convergência da humanidade para a síntese liberal, com mais comércio, mais integração económica, mais classes médias, mais direitos e, portanto, mais democracia.

O que se seguiu, porém, foi um desmentido sistemático. O optimismo teleológico revelou-se cego. Ao contrário do entusiasmo de inspiração kantiana que marcou os anos 90, a crença de que a sinergia entre democracias e instituições internacionais produziria uma paz estável entre grandes potências foi-se esfumando. A experiência demonstrou que a “paz perpétua” é uma aspiração, não uma descrição da realidade.

O “fim do fim da história” é a fórmula mais acertada para descrever o nosso tempo. Hoje vemos que não apenas falhou a ideia de que a história se deixou “finalizar”........

© Observador