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A produtividade do nosso descontentamento

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Há um Portugal que cresce acima da média da zona euro, com o turismo em máximos, as exportações resilientes, o investimento estrangeiro em recordes e o desemprego em mínimos. E há outro, menos fotogénico, que não o acompanha: o da produtividade estagnada, do valor acrescentado que não cresce e dos salários reais que custam a subir. A boa conjuntura é real e merece ser celebrada. Mas, sejamos claros, não chega.

Os números dizem-no sem rodeios. As remunerações dos trabalhadores deverão atingir 48,5% do PIB em 2026, o valor mais alto desde pelo menos 1995, ao passo que a produtividade cresce uns anémicos 0,2%, depois de recuar no ano anterior. O problema não são os salários, que continuam baixos e têm de subir: é a produtividade que não os acompanha e que os pode sustentar. E no ranking do IMD, o país desce para 40.º lugar (entre 70 países), com a produtividade em 48.º e as........

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