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Como Cotrim fez história, sem um único voto contado 

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16.01.2026

À primeira vista, percebo uma potencial reticência do leitor ao assimilar o título deste artigo, eu próprio também a tive a escrever… Mas ainda assim repito de forma veemente: sem um único voto estar contado aos treze dias do mês de Janeiro de dois mil e vinte e seis, afirmo que, seja o resultado da eleição do próximo domingo qual for, um dos candidatos já fez história nesta campanha, e o seu nome é João Cotrim de Figueiredo.

É, seguidamente, importante estabelecer de forma inequívoca os limites da afirmação suprarreferida, bem como o fim pretendido. De modo algum deverá este ensaio servir de apelo ao voto ou de declaração de interesses pró-liberais, uma vez que, quem conhece o autor, decerto não será levado a pensar, erroneamente, que pretende de forma alguma convencer quem quer que seja a votar num candidato com base em algo que, para o próprio, se revela um pouco irrisório na hora de eleger um representante nacional. Desta forma, declaro, desde já, que apesar de, pessoalmente, não ser movido por campanhas eleitoralistas ou jogadas de marketing regadas a slogans soundbitísticos, a partir de um certo ponto, torna-se impossível ignorar a cuidadosamente planeada estratégia da equipa de Cotrim e não aprofundar, ainda que nos confins de uma folha A4, algo que, por muito que custe à classe política entender, se irá tornar o “pão nosso de cada dia” das futuras eleições.

Para afunilar um pouco mais o cerne desta tese, torna-se........

© Observador