Bruxelas trabalha. A Europa estagna
A leitura que me tem ocupado nas ultimas semanas é o livro do André Abrantes Amaral, A Estagnação Socialista. Uma compilação de crónicas publicadas na imprensa entre 2011 e 2021. O óbvio está espelhado logo nas primeiras crónicas: de lá para cá, pouco ou nada se alterou. Os problemas identificados há mais de uma década continuam hoje presentes. É preocupante quando textos com mais de uma década permanecem tão atuais. Isto tem um nome: estagnação.
O problema é que começo a considerar que a estagnação deixou de ser apenas portuguesa. A Europa parece ter seguido o mesmo caminho. Bruxelas transformou-se num enorme centro burocrático, onde para cada problema surge uma regra, para cada regra um mecanismo de controlo e, para cada mecanismo, uma comissão. A máquina cresce, torna-se cada vez mais complexa e, a certa altura, já ninguém sabe se estamos efetivamente a resolver problemas ou simplesmente a criar trabalho para justificar a própria máquina. Enquanto isso, a Europa perde competitividade e produtividade.
Em Portugal temos exatamente o mesmo problema. A população ativa aumentou, em parte devido à entrada de trabalhadores estrangeiros, mas isso não significa que a economia tenha passado a produzir........
