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Reprimir as emoções adoece-nos?

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04.10.2026

Pouca importância damos à depressão, à ansiedade, ao luto, ao desgosto, à repressão emocional, aos laços familiares quebrados quando comparados com um cancro do pulmão ou da mama, com uma esclerose lateral amiotrófica ou com uma esclerose múltipla. As doenças físicas parecem assustar-nos muito mais do que qualquer “maleita psicológica”. É que tendemos a acreditar que aquilo que compromete o corpo, também compromete a nossa existência, e que aquilo que compromete a cabeça, o vento há de levar ou o tempo há de curar…

Fugimos do cancro ou de qualquer doença física que desperte o medo da nossa mortalidade. Há os que fogem negativamente: não indo ao médico, negligenciado a saúde e os sinais de doença, fingindo que nada se passa, descurando os cuidados alimentares, o exercício físico, o tabaco e o álcool. No polo oposto, temos os que fogem de forma positiva: vão ao médico, fazem sempre os exames de rotina, cuidam da alimentação, bebem pouco, não fumam e até dão os 6000-8000 passos diários recomendados. Mas raramente fugimos do que nos adoece a mente. Abraçamos vidas cheias de stress, damos pouca importância ao que realmente importa, cuidamos pouco e por vezes não nos permitimos ser cuidados. E se um dia, por azar, formos........

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