Lisboa, Sintra, Aborto Legal, Vila Nova de Gaia
Esta segunda-feira, a Federação Portuguesa pela Vida promoveu, na Assembleia da República, um colóquio sobre a aplicação da lei do aborto. No dia em que se cumpriam 20 anos desde que o Parlamento votou a realização do referendo que viria a liberalizar o aborto, a FPV fez o que ainda não tinha sido feito: partindo dos números e da experiência de quem trabalha no dia-a-dia com grávidas em dificuldade, analisar o que está por trás dos números do aborto livre em Portugal.
Como muitos se deverão lembrar, em 2007 foram feitas todo o tipo de promessas, porque todos eram contra o aborto. Quem defendia o sim explicava que apenas desejava que as mulheres não fossem presas (o que não acontecia) e que o aborto fosse seguro (que não é). Os defensores do sim ficavam escandalizados de cada vez que alguém falava em liberalizar o aborto, dizendo que apenas estava em causa a despenalização. Passados vinte anos, os números e os factos contam uma história muito diferente. O aborto hoje é tratado como um direito pelas mesmas pessoas que diziam que era apenas despenalizar, e qualquer discussão sobre o tema é apresentada como um ataque à democracia.
O que os números nos dizem é que, desde a........
