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A exploração da mulher: uma causa feminista

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16.09.2026

Nos últimos anos temos assistido a uma tentativa de dar glamour ao que hoje se chama “trabalho sexual”. Seja a prostituição, a pornografia, ou esse admirável cruzamento entre uma e outra, que é o OnlyFans, hoje a venda do corpo feminino para satisfazer o capricho de homens que podem pagar tornou-se uma suposta fonte de empoderamento e de liberdade das mulheres.

Isto seria sempre mentira, mesmo que não existisse coação. Mesmo que todas as mulheres que se prostituem, que fazem pornografia, ou produzem conteúdos sexuais a pagar, o fizessem realmente por escolha própria, o que está em causa no “trabalho sexual” é a redução do corpo da mulher a um produto, que os homens consomem. No “suposto trabalho sexual” há sempre uma relação de poder do homem sobre o corpo da mulher, sobre a sua intimidade, sobre a sua sexualidade. Nunca há uma relação de igualdade, mas sempre o poder de quem tem dinheiro sobre quem dele precisa ou quer. Por isso as aspas na expressão “trabalho”, porque o que está em causa é sempre uma forma de exploração.

Mas, mais grave do que isso, é que o mundo do “trabalho sexual” é, provavelmente, a maior fonte de exploração e tráfico feminino.........

© Observador