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Apocalipse, ainda não

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24.12.2025

A 21 de Fevereiro de 2023, a comissária europeia Kaja Kallas, então primeira-ministra da Estónia, declarou que “a emergência climática é um risco para a paz” e que “não há dúvida que as alterações climáticas estão a tornar o mundo um lugar mais perigoso”.

No dia 14 de Maio do mesmo ano, o comissário Michael McGrath, na altura membro do Governo irlandês, afirmou que “a emergência climática é o maior desafio enfrentado pela humanidade”.

Também em 2020, a 21 de Janeiro, a comissária Teresa Ribera, à época vice-presidente do Governo espanhol, proclamou a “emergência climática” e a necessidade de ir “muito mais depressa” na prossecução de políticas de transição energética.

Em Março desse ano, Ursula von der Leyen disse: “Hoje, as emissões globais continuam a subir. Isso tem de mudar urgentemente”. Já este ano, no Fórum de Davos, a Presidente da Comissão avisou que “o mundo está numa corrida contra o tempo” para evitar catástrofes climáticas.

Logo em 2019, Frans Timmermans (então Primeiro Vice-Presidente da Comissão Europeia) alertava para o facto de o clima ser “um tema existencial para a Europa e para o mundo. Não temos um momento a perder na luta contra as alterações climáticas”.

O nosso António Costa, ainda como Primeiro-Ministro de Portugal, disse em 2023 que “O planeta provavelmente pode sobreviver à humanidade. Mas não há uma ‘Humanidade B’. O que sabemos com certeza é que a humanidade não sobreviverá a si própria”. E em Novembro deste ano, já Presidente do Conselho Europeu, Costa advertiu: “A janela de oportunidade para agirmos e evitarmos impactos irreversíveis sobre a humanidade e a natureza........

© Observador