IA: Qualquer futuro só tem interesse se for humano
Não vamos de férias, muitos de nós, para desligar o telemóvel. Isso dura pouco. Vamos, ou devemos ir, para pensar no que estamos a fazer ao homem.
Leão XIV publicou a Magnifica Humanitas. Uma encíclica sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial. Não é um texto contra a tecnologia. É um aviso contra a desistência humana.
A ideia central, digo eu, parece clara. A máquina calcula. O homem vive. A máquina trata dados. O homem sofre, ama, erra, perdoa, assume responsabilidades e distingue o bem do mal. A IA pode simular empatia. Não sente nada. Pode produzir respostas. Não responde pelas consequências.
Estamos a entregar às máquinas a memória, a escrita, a decisão e, pouco a pouco, o próprio pensamento. Chamamos eficiência ao que muitas vezes é dependência. Chamamos........
