Campo de tiro em Alter: E quem defende o solo produtivo?
Um campo de tiro militar serve funções que o país não pode ignorar: treino, prontidão operacional, segurança, certificação de meios, preparação das Forças Armadas e, presumo, da Força Aérea (drones incluídos). Não está em causa a necessidade de Portugal dispor de capacidades militares próprias: admito que isso é um dado e não o vou debater aqui. Portanto, admito, como pressuposto, essa necessidade. Porém, em todo este processo está certamente em causa outra coisa: onde, com que critérios, com que custos e com que consequências?
Quando se fala numa infraestrutura com cerca de 7.500 hectares, não se está a falar de uma pequena instalação. Está-se a isolar uma vasta área do território, com impactos sobre propriedade, atividade económica, ambiente, circulação, ruído, segurança, usos futuros do solo e vida das populações. Uma decisão desta natureza não pode ser tratada como oportunidade local, como fazendo o fit a uma zona de baixa densidade, nem resolvida apenas porque uma autarquia se disponibiliza para acolher o........
