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WNBA: A liga feminina que não sabe o que é uma mulher

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14.08.2026

Começo por dizer que este artigo não é sobre basquetebol, assunto sobre o qual as minhas certezas são bastante fluidas.

A WNBA é a liga profissional americana de basquetebol feminino e, até há  pouco tempo, era apenas uma espécie de condomínio woke, acompanhada sobretudo por familiares das jogadoras, activistas e jornalistas de causas progressistas. O jogo em si, era de somenos importância.

A sua presidente, Cathy Engelbert, explicava que a  WNBA partilhava os valores da “inclusividade, equidade e advocacia” e que só queria parceiros que defendessem os mesmos princípios. A própria Liga apresenta-se oficialmente como ousada e progressista, comprometida com a DEI (diversidade, equidade e inclusão), a responsabilidade social e o combate às desigualdades racial e de género. Resumindo, a  DEI é a religião, o departamento de marketing e a política de recursos humanos da WNBA.  O basquetebol aparecia algures, entre a equidade e a “mudança transformacional”.

Até que surgiu Caitlin Clark, uma talentosa jogadora caucasiana, e tudo mudou. Os espectadores subiram em flecha e o dinheiro  começou a jorrar.

Clark não fez nada de especial, limitou-se jogar basquetebol (bem, segundo os especialistas)  e a fazer com que milhões de pessoas quisessem vê-la jogar. E isso trouxe receitas, patrocinadores e elevou a salários e benefício. O mercado em funcionamento é fascinante. Contudo, num ambiente “progressista”, agradecer a Clark seria blasfemar, até porque alguém poderia  sugerir que o mérito individual existe.

Embora Clark tenha feito tudo para evitar ferir susceptibilidades ou proferir comentários controversos, fartou-se de levar pancada das adversárias  e tornou-se uma das jogadoras mais detestadas da modalidade,  porque joga muito bem, não é “people of colour” e não encaixa no paradigma woke para as mulheres.

A questão racial torna o incómodo ainda mais requintado por  que,  numa modalidade em que apenas uma em cada cinco jogadoras é branca (tal como na NBA, o equivalente masculino),........

© Observador