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Trump: o melhor amigo das acampadas de Lisboa e do Porto

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25.10.2026

Acampadas: a nova palavra no dicionário de português e a nova forma de luta da esquerda radical, ao gosto do PCP, do Bloco e do Livre. Sem expressão eleitoral, é na rua que procuram fazer refém o Governo e a nova Lei do Arrendamento Urbano, que este quer aprovar no Parlamento com os votos da AD, do Chega e da IL.

Desde 10 de outubro que a Praça D. João I, no Porto, se encheu de tendas. A 17 o protesto chegou ao Rossio, em Lisboa, à imagem da Puerta del Sol de Madrid. As reivindicações são as mesmas nas duas cidades: abaixo a lei das rendas, fim dos despejos, mais habitação pública, recuperação de devolutos para habitação, tetos às rendas e o fim da compra de imóveis por “fundos abutres”.

Segundo André Ventura, que o afirmou a 22 de outubro numa conferência no International Club of Portugal a que assisti e perante a imprensa que o acompanhava, as ONG por detrás destas formas de luta inovadoras têm a mãozinha do George Soros e do seu dinheiro. Ventura lá saberá do que está a falar.

Mas concentremo-nos nas reivindicações: as cinco primeiras são a quarta fase de Thomas Sowell no seu estado mais puro. A mesma “solução” adotada desde o primeiro decreto, que data de 12 de novembro de 1910, e que congelou rendas, apodreceu os centros históricos e fez desaparecer a oferta como que por magia.

Revogar a reforma do arrendamento que aqui defendi, impor tetos e travar despejos é pedir mais do mesmo veneno que nos trouxe até aqui. Pedir mais habitação pública é pedir ao Estado que construa aquilo que as suas próprias leis impediram os particulares de construir.

No meio da confusão, a sexta reivindicação, para este Mileista convicto, merece ser levada a sério.

A reivindicação é o fim da compra de casas pelos fundos.

Por incrível que pareça aos proponentes, o mais improvável aliado dos acampados mora na Casa Branca.

Donald Trump não teve dúvidas em assinar a ordem executiva que Scott Bessent lhe pôs à frente e que impede as grandes firmas de Wall Street de comprar moradias. Depois instou o Congresso a tornar a proibição permanente: as casas são para as pessoas, disse, não para........

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