As contas certas de Montenegro: ó Elvas, Badajoz à vista
Eu não sou economista mas temo que os nossos economistas devem ter sido doutrinados em Marx e Engels e no planeamento centralizado e ter tido contato com alguns dos fundadores do pensamento liberal como Adam Smith, John Stuart Mill ou Alexis de Tocqueville, mas pouco ou nenhum contacto com Bastiat, Mises, Hayek, Friedman, Sowell entre muitos outros. Se não vejamos!
A cena repete-se já alguns anos, mas nunca como agora. Todos os fins-de-semana em dezenas de concelhos portugueses raianos de Espanha, o tal Interior que todos os políticos de pacotilha juram defender, assiste-se nas cidades e vilas espanholas de fronteira às intermináveis filas de carros com matrícula portuguesa a abastecer nos postos de combustível espanhóis. Estamos a falar de quase 2 milhões de portugueses que vivem até 120 km da fronteira espanhola e que sabem fazer contas, como qualquer individuo livre que com as suas decisões do dia a dia fazem a economia girar.
Com o depósito cheio e uma poupança de pelo menos 20 paus no bucho, colocam ainda duas bilhas de gás no porta-bagagens pelo preço de uma em Portugal, e como chegamos à hora do almoço, ala que se faz tarde para um restaurantezinho Espanhol com a esposa e muitas vezes a família para comer o bom Jamón e as tapas que sabem sempre bem de vez em quando, e que todo o português aprecia. Bem comido e com umas canhas de dever cumprido, lá vai ele para a Mercadona espanhola, e toca a carregar as compras do mês no banco de trás, pois tudo é mais barato e passou-se um dia e peras sem........
