A Última Trincheira – A Propriedade Privada
Vivemos em liberdade. Vivemos em democracia. Vivemos em paz. Um feito raro na história e ainda mais raro no mundo de hoje. Como portugueses sabemos comer como poucos e resistimos, com teimosia atlântica, à rendição dos alimentos processados e adoramos o nosso azeite, as nossas sardinhas, os nossos enchidos e claro está, o nosso bacalhau. Mas, mais do que viver, sobrevivemos.
E sobreviver não é viver em Liberdade. Nós os portugueses não somos verdadeiramente Livres.
Em A Constituição da Liberdade, Hayek explica a contradição: a Liberdade não se mede pelo direito de votar de quatro em quatro anos. Mede-se pela previsibilidade da lei, pela certeza de que as regras são gerais e estáveis, conhecidas de antemão e aplicadas igualmente a todos os cidadãos, incluindo os governantes. A democracia é um método para escolher quem manda. A Liberdade é aquilo que limita quem manda sobre aquilo que intenta fazer.
Pode existir a primeira sem a segunda. É exatamente o nosso caso.
A violência do Confisco: em 2025 a carga fiscal atingiu 35,4% do PIB e permitiu ao Estado arrecadar 108,7 mil milhões de euros em impostos e contribuições e que não se distribuem de forma linear: recai esmagadoramente sobre quem trabalha, poupa e é cumpridor da Lei. Somando IRS, TSU e o IVA sobre o que resta para consumir, o português médio trabalha bem mais de metade do ano para o Estado antes de trabalhar um único dia para si. Portugal está entre os países da Zona Euro onde as famílias mais sofrem para cumprir as suas obrigações tributárias, apesar de........
