A Geografia Não se Renegoceia
Mark Carney discursa esta quinta-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo e a 20 de setembro encontra-se com Emmanuel Macron em Saint-Pierre-et-Miquelon, o arquipélago francês ao largo da Terra Nova, na primeira visita de sempre de um chefe de governo canadiano àquele território. Não poderia ser mais inequívoca a pantomima às portas do Canadá, como que por magia a “denunciar” a hegemonia do americano sobre o hemisfério Ocidental com resquícios coloniais de que La France, l’alliée de toujours de l’Amérique, também faz parte dessa parte do Globo. Provavelmente porque o Presidente McKinley e o seu sucessor Roosevelt se esqueceram das ilhas e/ou porque sempre acharam por bem ter a França por aliado histórico.
No domingo, o Wall Street Journal noticiou que Carney estaria a explorar a possibilidade de o Canadá se tornar membro associado da União Europeia, um estatuto inexistente e que Bruxelas estaria disponível para inventar. A reação interna foi de tal ordem que o Carney foi obrigado a corrigir o equívoco em menos de 24 horas: que se trata afinal de construir uma aliança única. Presunção e água benta cada qual toma a que quer…
No primeiro semestre de 2026,........
