menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Acções de deformação de professores

26 0
saturday

Desde 2021 que procuro chamar a atenção dos meus leitores e também, claro, dos nossos governantes para o trabalho de sapa ou de lavagem cerebral que tem vindo a ser feito no ensino da História pois um dos objectivos da gente que defende as reparações a África e aos africanos é a alteração dos programas dessa disciplina nos ensinos básico e secundário. Para quê? Para transmitir às gerações mais novas e vindouras uma versão dos acontecimentos que seja mais elogiosa dos africanos e muito mais condenatória dos povos ocidentais.

Tudo isso está a ser cozinhado nos subterrâneos, longe da vista da maior parte das pessoas. Nos primeiros tempos a gente woke vinha a público fazer as suas reivindicações e defender frontalmente os seus pontos de vista, exercendo de forma aberta pressão sobre os ministros da educação. Nessa época era possível debater ideias com essas pessoas e contestá-las. Foi o que fiz com as ex-deputadas Beatriz Gomes Dias e Joacine Katar Moreira e, também, com a socióloga Cristina Roldão e o bem conhecido Mamadou Ba, entre muitos outros. Todavia, a partir de determinada altura, os activistas preferiram actuar pela calada através de acções de formação ou, para ser mais rigoroso, acções de deformação de professores, fazendo-o em vários palcos e contando, por vezes, com o apoio ou conivência de instituições prestigiadas como é o caso da Fundação Calouste Gulbenkian, cujo posicionamento e acção nesta área já por diversas vezes critiquei.

Porém, as críticas têm caído em saco roto e a Gulbenkian continua a fazer a sua deformação lançando mão de alguns formadores claramente comprometidos com a causa woke. Eu não assisti aos cursos, mas, pelo que vou lendo da parte de alguns desses formadores, das duas, uma: ou não sabem do que estão a falar; ou, então, sabem e estão conscientemente a falsear a História. O resultado num ou no outro caso é o mesmo e é desastroso.

Uma das pessoas em questão é Marta Araújo, investigadora do CES, o Centro de Estudos Sociais da........

© Observador