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Ser atrasado mental em democracia

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30.01.2026

Compreendo quem critique o seu discurso vago e relutância em assumir posições, algo patente na ausência de propostas concretas e na falta de demonstração de convicções políticas firmes ao longo destas eleições.

Compreendo também quem recorde a sua proximidade a Guterres e o seu apoio a Sócrates, que hoje procura afastar, ao mesmo tempo que tenta colher os benefícios da disciplina orçamental de Passos Coelho sem assumir os respetivos custos políticos.

Compreendo ainda quem aponte a sua liderança pouco assertiva e carismática, como revela o seu legado à frente da oposição, que acabou por não ser mais do que um período de transição num PS marcado por profundas divisões internas.

Mas nenhuma destas considerações explica, para mim, a razão fundamental pela qual é impensável votar em António José Seguro no dia 8.

Seguro pode não representar o PS mais extremado de António Costa ou de Pedro Nuno Santos. Pode até não ser o pior do PS. Mas Seguro é o PS: nele milita ininterruptamente desde os 18 anos e foi seu deputado, líder parlamentar e secretário-geral. E a herança do PS é conhecida: estatismo e clientelismo, indisciplina orçamental e endividamento, impostos elevados e dependência........

© Observador