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Porque liderar tecnologia exige maturidade emocional

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28.04.2026

A tecnologia nunca foi tão avançada. Tomamos decisões em tempo real, escalamos produtos globalmente e influenciamos milhões de pessoas através de código, dados e algoritmos. Ainda assim, algo permanece estruturalmente frágil: a forma como formamos quem lidera.

Durante anos, a liderança em tecnologia foi tratada como uma extensão da competência técnica. Conhecimento é poder. Quem sabe mais, decide mais. Quem entrega resultados, sobe. Mas num setor onde decisões técnicas moldam comportamentos, culturas e até democracias, esta lógica tornou-se insuficiente — e, em muitos casos, perigosa.

O problema não é falta de talento. É falta de maturidade emocional e integração sistémica.

A educação em tecnologia continua centrada em hard skills, performance e velocidade. Pouco ou nada ensina sobre autoconhecimento, regulação emocional, tomada de decisão ética ou impacto humano. O resultado é visível: burnout generalizado,........

© Observador