Os doentes não são bolas de pingue-pongue
Diz-se frequentemente que os doentes permanecem nos hospitais de agudos à espera de vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Como se estivessem numa sala de espera invisível, aguardando que, algures, surja uma cama disponível. Na maioria dos casos, são idosos, frágeis, doentes crónicos, sem rede social de apoio e sem retaguarda familiar. Pessoas que tiveram o azar — ou talvez a sorte — de sobreviver a uma doença grave, apenas para entrarem num percurso longo, incerto e desgastante.
E assim entram no jogo da rede.
Entrando na RNCCI, os doentes parecem ter aderido, sem saber, a um campeonato regional de pingue-pongue. A diferença é que, em vez de raquetes, usam macas, ambulâncias e relatórios clínicos. Saltam da unidade de convalescença para a unidade de média duração e reabilitação, da........
