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A anti‑tempestade que falta à desinformação

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14.02.2026

Sente‑se um clima estranho em Portugal. E não falo de meteorologia: falo de clima político.

Os ventos do populismo invadiram o mundo, muito por culpa do cansaço provocado pelo incumprimento reiterado por parte dos partidos associados aos regimes democráticos, que subestimaram em parte a vivência dos eleitores, eleitores esses que se vão tornando cada vez mais exigentes, também fruto do amadurecimento das democracias consolidadas.

O comboio de tempestades que assola a política portuguesa levou muitos cidadãos a querer olhar para o momento político como forma de encontrar um porto seguro, um anticiclone que permita uma bonança a que quase poderíamos dar nome, como se faz com as tempestades; neste caso, uma anti‑tempestade chamada Luís, personificação da esperança de muitos num líder que traga estabilidade ao sistema.

Mas esses ventos........

© Observador