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O que é preciso é ter calma

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28.01.2026

No dia 8 de Fevereiro há umas eleições para escolher um Presidente da República.

No nosso sistema, é um cargo sem grande relevância, em que o maior valor decorre da autoridade moral do presidente, mais que dos poderes que tem.

Há dois candidatos, um que pretende referendar o “regime” e o “sistema” (não me peçam para definir o que isso quer dizer, não sei, mas percebe-se a ideia geral) e outro que pretende simplesmente ocupar o cargo, ou seja, nada de essencial está em causa com esta eleição.

De resto, quer o primeiro ministro em exercício, quer o principal activo político do país, Passos Coelho, têm exactamente a mesma posição sobre esta eleição, estão calados e recusam-se a tomar partido.

Curiosamente, isto é uma nota lateral, há bastante gente que se indigna com a neutralidade do primeiro ministro, mas pouca gente nota que é exactamente a mesma posição de Passos Coelho, ou seja, os dois reconhecem que o que está em causa não........

© Observador