Mulheres conservadoras
Confesso que o feminismo clássico me parece, em grande parte, um anacronismo, nas nossas condições (noutras regiões do mundo não é assim).
No essencial, as mulheres têm hoje as mesmas oportunidades que os homens e o meu interesse por essas discussões pouco passa da leitura dos óptimos artigos que Patrícia Fernandes tem escrito sobre o assunto.
Há diferenças entre mulheres e homens, incluindo as que resultam de cérebros que evoluíram durante milhares de anos com objectivos diferentes, que se reflectem no dia a dia, incluindo nas opções que cada um faz e na forma como os outros olham para cada um de nós.
A evolução biológica foi seleccionando os mais aptos – não os mais fortes, não é demais salientar esta diferença essencial na base das teorias evolucionistas – para sobreviver e se reproduzir, tanto no caso das mulheres como no dos homens, mas as oportunidades de reprodução e transmissão de genes são poucas nas mulheres e são virtualmente infinitas nos homens.
Não é, pois, de estranhar que as mulheres estejam mais aptas a manter as suas crias vivas.
O que, até muito tarde, implica a sobrevivência das mães porque as nossas crias são praticamente fetos externos, inacabados, que precisam de um longo período de cuidados parentais para aprender coisas básicas como ver, andar e procurar comida (umas horas depois de nascer, um potro consegue correr pelo prado, nós não).
Os homens, pelo contrário, podem assegurar a transmissão do seu património genético multiplicando os filhos, sem cuidar muito de saber se a maioria deles morre entretanto, o que significa que a evolução os........
